Estima-se que ataques hackers com Malware as a Service (MaaS) causaram prejuízos de mais de US$ 1 bilhão em 2020

Entenda como funciona o Malware as a Service

Você conhece o termo as a Service? Trata-se de um modelo de negócios e tecnologia replicável que pode ser empregado em diversas empresas. Em tradução literal, o termo as a Service significa “como um serviço”. Ou seja, a tecnologia de um empreendimento é usada a serviço de outra empresa.

 

O as a Service é utilizado popularmente por Bancos, Fintechs e outras instituições que possuem expertises tecnológicas próprias e as fornecem para outras organizações. No caso do Bank as a Service (BaaS), por exemplo, um banco pode fornecer sua API de serviços financeiros para outra empresa que esteja ingressando no mundo das carteiras virtuais. 

 

Com isso, essas novas empresas utilizam a expertise tecnológica de bancos consolidados para comercializar seus serviços, sem precisar operacionalizá-los. A prática tem sido amplamente utilizada em diversos segmentos.

 

Hackers também possuem seus próprios interesses de negócios. Portanto, saiba que existe um segmento malicioso de as a Service crescendo ao redor do mundo.

 

O Malware as a Service (MaaS) está cada ano mais popular, com grupos de criminosos vendendo seus códigos para outras pessoas e expandindo sua atuação ao redor do mundo. O termo, que existe há muitos anos, tem sido usado frequentemente após os ataques via Ransomware e Remote Access Trojan (RAT) crescerem durante a pandemia. 

 

De acordo com a Kaspersky, o Malware as a Service é o serviço de compra ou aluguel de um software para a realização de ataques cibernéticos. A empresa especialista em softwares de segurança explica que proprietários de servidores MaaS fornecem acesso pago a um botnet que distribui malware. Normalmente, os clientes desses serviços recebem uma conta pessoal para controlar o ataque, bem como suporte técnico.

 

Utilizar o Malware as a Service se tornou um negócio lucrativo para golpistas, ainda mais no Brasil, que é um dos países que mais sofre com ataques bancários. No modelo MaaS, qualquer pessoa pode alugar um código e ainda receber ajuda para executar o crime. Essa popularização pode ter relação direta com o aumento de crimes virtuais durante a pandemia.

 

De acordo com o site MUO, a estrutura da rede de MaaS opera da seguinte forma: 

 

  • Um projeto de Malware as a Service começa com os programadores responsáveis ​​pelo desenvolvimento dos kits de malware.

 

  • O segundo grupo é composto pelos distribuidores. Eles são especializados em identificar vulnerabilidades comuns em sistemas de computador que permitem a injeção de malware durante as campanhas de distribuição de vírus.

 

  • O terceiro grupo são os administradores. Eles supervisionam o funcionamento diário da rede para garantir que tudo ocorra conforme o planejado. Eles também recebem comissões de resgate durante as campanhas e garantem que todos os participantes cumpram as regras e regulamentos internos.

 

Em 2017, o ransomware WannaCry foi alugado para diversos hackers, resultando em um caos generalizado ao redor do mundo após infectar 200.000 computadores. De acordo com Ron Davidson, da Skybox Security, estima-se que os danos causados por ataques com ransomware tenham custado ao mundo mais de US$ 1 bilhão em 2020. Isso se deve ao fato dos invasores usarem o MaaS para atingir grandes empresas com ativos críticos ou confidenciais – o que é conhecido na indústria como caça grande.

 

Davidson afirma também que os níveis de gravidade precisam ser levados em consideração pelas empresas, pois pequenas falhas de segurança podem ser o suficiente para uma grande invasão

 

“As empresas que usam o Common Vulnerability Scoring System (CVSS) frequentemente buscam problemas de alta gravidade, enquanto deixam vulnerabilidades de gravidade média sem correção por períodos prolongados. No entanto, o Skybox Research Lab encontrou vulnerabilidades de gravidade média responsáveis ​​por 41% do total de vulnerabilidades globais. Os invasores sabem que as organizações não estão tratando de todos os seus pontos fracos, então eles usam as vulnerabilidades “menos graves” para se infiltrar nas redes”, afirma Davidson.

 

Como se proteger do Malware as a Service

 

Manter uma rede forte e protegida é a principal forma de conter esse tipo de ataque. Analisar todas as possíveis brechas de segurança, sejam de baixa, média ou alta vulnerabilidade ajudará a sua empresa a evitar possíveis danos irreparáveis aos seus dados e de seus clientes.

 

Realizar esses procedimentos apenas uma vez não é o suficiente para manter sua empresa segura. É necessário desenvolver um planejamento confiável e torná-lo parte da cultura de sua organização, para que toda a rotina do seu empreendimento se torne plenamente segura.

 

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