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Os golpes digitais mais comuns no Brasil em 2021

O Brasil é um dos países com maior número de golpes digitais no mundo, principalmente quando se trata de golpes financeiros. Em recentes estudos divulgados pela PSafe foi constatado que a cada 6 segundos uma pessoa é vítima de cibercriminosos no país. A estimativa é que, diariamente, 17 mil pessoas sofrem dessas práticas, chegando ao alarmante número de 2.3 milhões só no primeiro semestre deste ano.

 

Com métodos cada vez mais sofisticados, os cibercriminosos atacam pessoas vulneráveis, muitas vezes utilizando o nome de grandes empresas como forma de convencimento. Dentre os golpes digitais que se destacam no Brasil estão os que utilizam phishing, prática que rouba os dados pessoais das vítimas por meio de sites maliciosos.

 

Esses crimes são planejados de diversas formas e se aproveitam, principalmente, do desespero da população. Recentemente, cibercriminosos roubaram dados pessoais de vítimas utilizando falsas vagas de emprego. Em um país que atualmente possui mais de 14 milhões de desempregados, é fácil convencer pessoas a preencherem formulários falsos que prometem uma oportunidade de trabalho.

 

Mesmo com campanhas governamentais que buscam conscientizar a população, ainda há muito a ser feito para proteger os cidadãos quando o assunto é segurança digital. Apesar do aumento de notícias informando dados alarmantes, as políticas públicas e empresariais ainda estão engatinhando quando falamos em conscientização de privacidade de dados.

 

As vítimas de golpes digitais não sabem a quem recorrer, mesmo que haja um esforço na criação de delegacias especializadas em crimes cibernéticos espalhadas pelo Brasil. Há também aqueles que podem se tornar vítimas indiretamente, devido a falhas de segurança na rotina de grandes empresas e instituições.

 

O crime digital mais famoso foi o mega vazamento de dados noticiado em janeiro de 2021, que resultou na exposição de informações pessoais de 223 milhões de brasileiros.

 

Há quem afirme que as empresas devem indenizar as vítimas por golpes que ocorrem em suas plataformas. É o caso da ação inédita expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em agosto deste ano, que condenou o Facebook e a Vivo a indenizarem uma vítima que teve o WhatsApp clonado

 

A perpetuação de crimes nas redes sociais e em aplicativos de mensagens é um grave problema, principalmente na era do Pix. O golpe do WhatsApp é um dos mais comuns dentre os praticados no Brasil. Com a implementação do Pix, a prática se tornou ainda mais utilizada para extorquir parentes e amigos das vítimas.

 

Conheça os golpes digitais mais comuns no Brasil

 

É importante destacar que a maioria dos golpes digitais precisa de uma ação da vítima para ser efetivo. Portanto, antes de clicar em algum link, fornecer dados sigilosos por telefone ou mensagem, se cadastrar em algum site ou ações similares, busque confirmar se quem solicita é realmente a pessoa ou empresa que diz ser.

 

Esses golpes são orquestrados por meio de engenharia social, um termo muito comum para profissionais da área da tecnologia, mas pouco disseminado entre o grande público.

 

A engenharia social é a forma que cibercriminosos convencem as vítimas a praticarem uma ação desejada, utilizando de supostas grandes recompensas em troca de seus dados. Ofertas “boas demais para ser verdade” podem ser um indicativo de que se trata de um golpe. Portanto, fique atento, seja cauteloso e sempre busque informações em fontes confiáveis.

 

Antes de listarmos os golpes digitais mais comuns, vamos entender como funciona a prática de roubo de dados via links maliciosos.

 

Entenda como ocorrem os golpes usando phishing

 

Uma das práticas mais comuns, os links maliciosos são extremamente efetivos em golpes virtuais no Brasil. Um dos mais recentes foi criado em torno do “auxílio coronavírus” e disparado via WhatsApp, atingindo mais de 2 milhões de pessoas.

 

De acordo com Emilio Simoni, diretor do dfndr lab (da PSafe), eles costumam identificar “muitos golpes de phishing enviados por SMS, em que o cibercriminoso se passa por um banco solicitando o bloqueio ou desbloqueio de um cartão de crédito através de um link, ou pedindo a confirmação de dados bancários supostamente para bloquear uma compra não autorizada. A vítima, aflita e com medo de estar sofrendo uma fraude, é convencida a informar dados sensíveis que serão utilizados nos golpes”.

 

Os criminosos criam um link falso utilizando algum grande acontecimento do país, prometendo diversos benefícios com o nome de instituições confiáveis. Quando a vítima clica no link e fornece seus dados, o cibercriminoso os utiliza para golpes.

 

É muito importante verificar todos os links antes de clicar ou praticar alguma ação. Verifique se ele é confiável, pesquise no Google a informação e evite cair em qualquer armadilha, mesmo que seja divulgada por um amigo próximo. Se você perceber que um amigo está repassando algo assim, alerte-o para que tome providências rapidamente.

 

Se você tiver dúvidas sobre algum link, utilize essa ferramenta da PSafe para verificá-lo antes de clicar.

 

Clonagem do WhatsApp

 

Dentre as diversas ramificações do golpe do WhatsApp está a de clonagem de número.

 

Um criminoso liga para a vítima se passando por uma central do WhatsApp e pede o código de verificação do aplicativo, enviado pelo próprio golpista por mensagem de texto para o telefone da pessoa. Esse contato pode ser feito também se passando por outras empresas conhecidas, dizendo que houve algum “erro” e solicitando o mesmo código.

 

Quando a vítima fornece esses dígitos, ela perde acesso ao seu WhatsApp. Isso permite que os criminosos tenham acesso à conta e entrem em contato com seus amigos e familiares. A partir desse momento, os cibercriminosos começam a pedir valores para as vítimas, via Pix ou transferências no próprio WhatsApp.

 

É muito importante que você mantenha a verificação de dois fatores ativada no seu WhatsApp, pois mesmo que o criminoso tenha acesso ao código do SMS, ele precisará do código PIN para acessar as conversas. Dessa forma, mesmo que ele tente acessar a sua conta inúmeras vezes, ele não terá êxito. 

 

Golpe do número novo

 

Outro tipo de golpe digital muito comum é o golpe do “número novo”. Criminosos roubam nomes e fotos de pessoas via Instagram, Facebook ou outras redes sociais e entram em contato com amigos e familiares da vítima, dizendo que a pessoa trocou de número.

 

A partir desse momento, já tendo contato com o círculo de amizades da vítima, os criminosos pedem depósitos e transferências.

 

Desconto em fatura 

 

Um golpe recente e amplamente divulgado na mídia é o de desconto na fatura. O esquema funciona via SMS ou mensagem por WhatsApp, informando que as empresas de cartão de crédito e telefonia estão fornecendo descontos se você transferir um valor via Pix. 

 

Esse golpe consiste em, novamente, clicar em um link malicioso e fornecer o seu CPF e a bandeira do cartão. A partir disso, os criminosos geram uma chave Pix para que a vítima transfira o dinheiro. Após completada a ação, não há volta.

 

A melhor forma de se proteger de golpes digitais é ter cautela e preveni-los.

 

Perceba que todas as práticas necessitam da ação da vítima para serem concretizadas e, em todos os casos, há um contato dos cibercriminosos via telefone, SMS, redes sociais ou WhatsApp. Até mesmo um megavazamento de dados empresariais depende de alguma brecha deixada pela vítima.

 

Sempre que você receber uma ligação de central bancária, cartão de crédito e similares, desconfie. Se solicitarem seus dados pessoais, evite fornecê-los, pois se a empresa entrou em contato com você é porque ela já possui o seu cadastro em mãos. Caso fique em dúvida, retorne para os números oficiais da empresa e verifique a situação antes de tomar qualquer atitude.

 

Caso você caia em golpes do tipo, mantenha calma, mas aja rapidamente.

 

Entre em contato com o seu banco, informe que você foi vítima de um golpe digital e tente reverter a transferência. Faça também um boletim de ocorrência, fornecendo os dados da chave Pix ou referente à conta para a qual você fez a transferência. Quanto mais rápido você agir nesses casos, maior será a chance de recuperar o seu dinheiro, WhatsApp ou número de telefone.

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